Para onde caminha a humanidade

Foto arquivo pessoal

2021 começa com muitas incertezas. A principal delas é se e quando haverá vacinação contra o Coronavirus. As vacinas estão disponíveis. Vários países já começaram a imunizar seus cidadãos, enquanto o Brasil esbarra na incompetência e no desinteresse geral do governo em adquirir as vacinas até agora apresentadas à ANVISA, que anda dificultando a aprovação das mesmas.

Campanhas antivacinas ganham seguidores

Enquanto isso, nas redes sociais seguem campanhas antivacinas arrebanhando cada vez mais seguidores. O Brasil que até recentemente era referência mundial em campanhas de vacinação em massa, segue sem vacina, sem seringas, sem data para começar… enfim, segue sem saber o que fazer.

Enquanto isso, nas terras do Tio Sam, os norte-americanos tiveram a oportunidade de provarem um pouco do seu próprio veneno. Em 06 de janeiro, partidários de Donald Trump invadiram o Capitólio, na tentativa de impedir que o Senado confirmasse a vitória de Biden nas eleições presidenciais.

A ação organizada por grupos de direita deixou 05 mortos e causou muitos estragos na política norte-americana, culminando com a saída de alguns Secretários, dentre eles o da Segurança. O ataque foi rapidamente debelado e, até agora, mais de 90 participantes foram presos.

Intolerância pelo ser humano, família amigos e irmãos

Essas duas situações, em países diferentes, demonstram o avanço da intolerância entre os seres humanos, tornando a convivência com outras pessoas algo cada vez mais difícil, seja no trabalho, com vizinhos e até entre membros da mesma família.

A incapacidade da maioria das pessoas de serem empáticos, de se colocarem no lugar do seu semelhante, de sentir a dor do outro, está refletida na divisão política que domina o país. Intolerância religiosa, sexual, de gênero, social, racial, etc., regem a sociedade brasileira como um todo.

Existem caminhos para reverter esse quadro. A educação é o principal deles. Mas, esta, jaz paralisada pela pandemia e pelo desinteresse das elites em oferecer oportunidades aos mais humildes.

A religião, que tem papel social fundamental, parece ter perdido o controle sobre seus fiéis e seus objetivos. As igrejas cristãs, do Velho Testamento, eram duras e cruéis. Veio o Novo Testamento pregando o amor e soprando ares de liberdade

Hoje, parece estarem retornando aos tempos da obscuridade, pregando a intolerância indiscriminadamente. As religiões não cristãs, em sua maioria, pregam o extermínio daqueles que não são seus pares. Parece que cada uma tem um deus diferente e todos ávidos por poder.

Apesar de tudo isso, ou talvez, por causa de, incansáveis batalhadores travam uma luta diuturna em favor de um mundo melhor, com mais humanidade, mais tolerância, mais justiça para todos.

Professores que continuam acreditando no potencial dos seus alunos, cientistas que não desistem da busca pela vacina que trará alívio a todos, profissionais de saúde que colocam em risco a própria vida para salvar outras.

Operários, pais de família, moradores das periferias, vendedores ambulantes, enfim, todos aqueles abandonados pelo poder público, que teimam em sobreviver e buscam a dignidade na própria luta por dias melhores, estes todos, nos fazem acreditar que dias melhores são possíveis e que não devemos duvidar nunca da capacidade humana de reinventar-se e de tornar-se melhor.

Prof. Valdimir Teixeira (Pretinho) – Professor de História, Cronista e Poeta.