Trabalhadores foram resgatados em carvoarias em Goiás, já em Formosa dois foram encontrados sem contrato formal em fazendas de gado e soja

12 trabalhadores são resgatados em condições análogas à escravidão em carvoarias de Goiás.

Nesta quinta-feira, auditores-fiscais do trabalho resgataram 12 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em carvoarias de Cristalina e Luziânia em Goiás, entorno do Distrito Federal.

A ação foi realizada pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM) do Ministério do Trabalho e Previdência, a qual teve como foco a fiscalização de carvoarias.

Após inspeção nas frentes de trabalho e alojamentos, depoimentos, entrevistas com empregados e empregador e análise documental, os Auditores-fiscais do trabalho concluíram que dos 12 trabalhadores, 10 em Cristalina e 2 em Luziânia foram submetidos a condições degradantes. 

Os alojamentos possuíam condições precárias de limpeza e higiene, além de não proteger os trabalhadores contra insetos e animais peçonhentos. Também foi constatado que as necessidades fisiológicas dos empregados nas frentes de trabalho eram feitas no mato, sem condições mínimas de saúde, higiene, conforto ou privacidade.

Os trabalhadores não tinham acesso a água potável e não recebiam equipamentos de proteção individual adequados para a atividade.

Na fazenda localizada em Luziânia (GO) também foi identificado um adolescente com apenas 16 anos trabalhando na carvoaria, atividade proibida para esta faixa etária e inserida dentre as piores formas de trabalho infantil. 

Em outras duas fazendas em Formosa (GO), sendo uma de criação de gado e outra de cultivo de soja, foram encontrados dois trabalhadores informais.

Os empregadores foram autuados e notificados a efetuar os contratos de trabalho.

Ao todo foram emitidos 30 autos de infração em razão das irregularidades trabalhistas encontradas durante toda a operação, que totalizou quatro empregadores fiscalizados.